
Vice-presidente da Câmara Municipal de Caucaia e responsável por conduzir quase todas as sessões ordinárias, o vereador J. Wellington (PSD) expôs na terça-feira (3) a submissão do Poder Legislativo ao prefeito Naumi Amorim, quando, na frente de vários outros parlamentares, pediu a bênção ao chefe do Executivo.
“Ói (olha), Mersinho, aqui eu peço é a bença (bênção)”, disse o vice-presidente do Legislativo, ao agarrar a mão do prefeito.
“Tem que pedir, mesmo! E no dia que cê (você) não pedir, cê tem que levar é uma pisa”, compactuou o vereador Mersinho Gonçalves (PSD).
“Bença, papai”, submeteu-se J. Wellington, policial militar e apontado como o próximo presidente da Câmara Municipal, diante das risadas de Naumi.
Tamanha é a submissão, que o vídeo nas redes sociais foi postado pelo próprio J. Wellington.
Submissão e cooptação financeira
Na gestão Naumi, parentes de vereadores passaram a ser nomeados em cargos comissionados na Prefeitura de Caucaia, sem qualquer receio das proibições da justiça eleitoral. Outros possuem empresas que prestam serviço à Prefeitura, o que também é proibido por lei.
Um caso pitoresco é o do vereador Tancredo dos Santos (PL), que se recusa a admitir a aproximação de Naumi com o governador Elmano, do PT, quando se autointitula “caçador de petistas”. Apesar de uma gestão sem marca, Tancredo ponta Naumi como “um dos melhores prefeitos que Caucaia já teve”. A esposa do vereador do PL possui cargo comissionado na Prefeitura.