Quanto vale um deputado federal?

Ilustração

Eleito para a defesa da população, junto às ações da União, o deputado federal em sua maioria acaba se rendendo às suas ambições pessoais, em detrimento da melhoria da qualidade de vida da população.

O juramento de “promover o bem geral do povo brasileiro” quase sempre se rende aos interesses de uma minoria que detém o poder financeiro e que construiu impérios familiares em cima da exploração da massa trabalhadora.

Nenhum historiador discorda que o salário-mínimo instituído por Getúlio Vargas, em 14 de janeiro de 1936, está longe do poder de compra e de promover dignidade às famílias, diante dos atuais R$ 1.621.

Para piorar a situação do trabalhador, há ainda quem vote contra a redução de uma jornada exaustiva de 6×1, em uma espécie de escravidão contemporânea, mesmo o parlamentar não sendo empregador, o que ainda assim não justificaria.

É o caso do deputado federal cearense Danilo Forte (PP), que tem servido seus consecutivos mandatos aos interesses dos patrões, por meio de um discurso esvaziado de preservação de empregos.

Há quatro anos, Danilo Forte aproveitou o conturbado período eleitoral para a aprovação do projeto que limitava a redução das alíquotas de ICMS de combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo.

Contrário ao programa do Bolsa Família, quando a lógica do sistema econômico acontece de baixo para cima, a proposta do parlamentar cearense mostrou no decorrer de sua vigência que o sistema econômico aconteceu de cima para baixo, quando sequer havia previsão de favorecimento às classes sociais menos favorecidas.

Este ano, sem sucesso em sua campanha para uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), quando dificilmente conseguirá renovar sua cadeira na Câmara Federal, o parlamentar cearense mais uma serve o seu mandato aos mandatários, dessa vez contra a redução da jornada 6×1 e, pior, contra a geração de emprego e renda em seu próprio estado do Ceará.

Danilo busca impedir a geração de mais de cinco mil empregos diretos no Ceará, o que faria o Estado renunciar a R$ 10 bilhões em investimentos, quando o parlamentar promove ataques contra o Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCap), realizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), que assegura o fornecimento ininterrupto de energia para os brasileiros.

É claro que nenhum deputado seria perverso ou tolo o suficiente para praticar o mal contra a sua própria gente, sem nenhum propósito.

Danilo Forte atende aos interesses do bilionário Mário Araripe, investidor em energias renováveis, alheio ao fato de as fontes primárias não serem capazes de atender a toda a demanda, como horários de pico ou situações de estiagem de longo prazo.

Como se marionete fosse, Danilo percorreu com Mário Araripe a Esplanada dos Ministérios, nos últimos três anos e meio, em uma média de uma reunião a cada dois meses. Quisera todos os prefeitos dos municípios que votaram no parlamentar cearense tivessem essa mesma atenção.

Sorte dos brasileiros são as derrubadas dos ataques de Danilo e Araripe por órgãos fiscalizadores, como o Tribunal de Contas da União (TCU), que recentemente negou pedidos de suspensão do leilão, além da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que nesta quinta-feira, 22 de maio de 2026, homologou, por unanimidade, a contratação dos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCap) 2026, que corresponde a primeira parte do certame.

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